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Out 09MUNDO LIVRE/SA

Cartum do vocalista do Mundo Livre, Fred 04, usado para ilustrar material gráfico do Esquenta do Festival SeRasgum. Showzaço…

Cartum do vocalista do Mundo Livre, Fred 04, usado para ilustrar material gráfico do Esquenta do Festival SeRasgum. Showzaço…

Há quase um ano postei esta mesma imagem para ilustrar um processo de Fotocoagulação a laser pelo qual passei, informando a agonia que tive nesse procedimento ocular que precedia a cirurgia de correção a laser da miopia. Mês passado, mais precisamente 02 de setembro, me submeti finalmente à LASIK (Laser in-Situ Keratomileusis), método mais moderno para remodelar a córnea e reposicionar o ponto focal dos olhos. Como a vontade de me libertar dos óculos era maior do que o medo do laser, resolvi encarar. O plano de saúde cobria e eu tinha de aproveitar. Agendei para a data mais próxima possível.
Ao chegar à Clinica Queiroz, precisei assinar um termo de que eu estava ciente da imprecisão da cirurgia, tanto pela correção quanto pelas possíveis consequencias. Não sei se por mera formalidade ou força a se eximir de culpa, consta no bendito formulário possíveis conseqüências como “hipo/hiper correção do grau, diminuição de sensibilidade na percepção de contrastes, inflamações, infecções” e outras coisas ruins que angustiaram. Assinei após tirar várias dúvidas com a atendente, que tinha a mesma insegurança que eu dos possíveis riscos.
Na sala de espera, estávamos eu e minha mãe com outros 3 pacientes, todos devidamente acompanhados. A preparação consistiu em higienização da área ao redor dos olhos, proteção para o sapato (?), touca na cabeça e colírio anestésico. Senti-me extremamente bem informado diante dos outros pacientes quando discorri sobre os procedimentos, tempo de exposição ao laser e cuidados pós-operatórios. O bate papo me acalmou. Fui o segundo da fila, e ainda pude ver o primeiro paciente sair vivo e enxergando.
Confesso que nos próximos passos fraquejei. O clima é como em qualquer outro centro cirúrgico, com a diferença que este é um procedimento em que o paciente precisa interagir com o médico para obter os resultados esperados. Deitei no leito, cobri-me com uma manta grossa e coloquei a mão dentro dos bolsos, apertando forte cada vez que me agoniava. Mais umas gotinhas de anestésico e a parada ia começar.
O primeiro passo é colocar uma fita cirúrgica para auxiliar no arregalar dos olhos. Um aparelho dá uma pressão ainda maior no globo, e nessa hora senti o gosto de lágrima na boca, como meu olho tivesse caído pra goela. Para chegar ao ponto ideal da correção, o olho é ‘destampado’, e nessa hora é como enxergar embaixo d´água com os olhos abertos, sendo que você ouve as pessoas ao seu redor comentando e solicitando sua interação sobre ‘luzes vermelhas, luzes verdes, informe quando elas sumirem’. Isso responde aos que perguntam ‘e dá pra pedir anestesia pra gente apagar?’
Agora era a hora de sentir o ‘odor característico’ informado no termo que assinei. O cheiro mistura carne queimada com solda, ruim é quando a gente se lembra o que provoca o tal cheiro. Pensei que no segundo olho seria mais tranqüilo, mas fiquei mais agoniado e rezando a cada segundo pra acabar. Pareceu que sofri? Não. O processo todo durou 20min, sendo que as marcas/cortes/laser-com-cheiro-de-solda duram no máximo 5min por olho. É a velha história do ’segundo que parece uma eternidade’, mas no fundo é rapidola.
E hoje, mais de um mês depois, como me sinto? Com foto-sensibilidade, ainda enxergando uns fantasminhas. Quando bocejo e lagrimo, os olhos ficam marejados e a vista fica perfeita, cristalina. Isso normalmente dura de 15 a 60 dias, portanto ainda estou no prazo. De resto, nada de incômodo, dor, ou qualquer outro agravante. Recomendo!
A Lu Soeiro e a Kassya pediram e eu fiz esse desenho para o Círio, usado nos principais brindes e mídias do Círio na Estação das Docas. Gostei da aplicação na sandália, pena que na camisa tenha ficado muito diminuto.