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Fev 12O FUTEBOL E O PARÁ

É impressionante como de uns tempos pra cá, torcer no futebol paraense é pagodear da desgraça alheia. O ‘menos pior’ ri do pior ainda e assim nos mantemos torcendo por um futebol falido, que ainda assim consegue contar com o amor das torcidas que lotam estádios, como não se vê em clássico nenhum Brasil afora. Qual é o mistério? Por que Remo e Paysandu não conseguem mais honrar sua camisa e tornaram-se assim caricaturas de uma história que parece não ter condições de ser realidade nunca mais?
Esse post começa com perguntas, mas não tem coragem nem audácia de buscar respostas. É o desabafo de um torcedor azulino, mas que hoje se sente torcedor do futebol paraense. Hoje vejo torcedores dos dois lados especulando sobre os times, as causas, a sobrevida dos times nas parcas competições nacionais que disputam. Sinceramente, nem ‘encarnar’ no alheio tem tido graça. É tanta (des)graça que fica difícil até ter ânimo - e olha que somos dos mais criativos para anedotas futebolísticas.
Ouço por aí que a imprensa esportiva - e um veículo em especial - são responsáveis por manter o futebol na lama com especulações e manipulação de informações que tumultuam os ambientes e jogam a torcida contra times, técnicos, diretorias. Por outro lado, vemos iniciativas louváveis dos dois lados, de torcedores apaixonados e mobilizados pelos clubes, e ainda assim em campo é uma vergonha. Treinam, fazem pré-temporadas imensas, e sem resultados. Vemos equipes sul-americanas bem treinadas, jogando direitinho, envolvendo times cheios de estrelas com um futebol de pressão e raça. Será que jogar futebol é tão difícil assim?…
Obs: charge publicada no Parazão 22, antes da vergonhosa eliminação pro Águia.








